A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, uma operação para desarticular um esquema ligado ao Comando Vermelho que, segundo as investigações, mantinha um núcleo político com acesso a estruturas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário no Amazonas. Até a última atualização, 14 pessoas haviam sido presas, sendo oito no estado.
Esquema teria movimentado milhões com empresas de fachada
De acordo com a investigação, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para movimentar recursos destinados à compra de drogas na Colômbia e à distribuição no Brasil. A polícia aponta que, desde 2018, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 70 milhões. Parte das apurações indica ainda a transferência de aproximadamente R$ 1,5 milhão para a organização criminosa por meio dessas empresas.
Mandados cumpridos em seis estados
A Justiça expediu 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. Também foram autorizados bloqueio de contas bancárias, sequestro de bens e quebra de sigilo bancário dos investigados. As ordens judiciais são cumpridas em Manaus e em cidades do Pará, Minas Gerais, Ceará, Piauí e Maranhão, após a identificação de movimentações financeiras relacionadas ao esquema nesses estados.
Quem são os investigados no Amazonas
Entre os alvos no Amazonas estão Izaldir Moreno Barros, servidor do Tribunal de Justiça do Amazonas; Adriana Almeida Lima, ex-secretária de gabinete de liderança na Assembleia Legislativa do Amazonas; Anabela Cardoso Freitas, investigadora da Polícia Civil e integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura de Manaus, que foi chefe de gabinete do prefeito até 2023; Alcir Queiroga Teixeira Júnior; Josafá de Figueiredo Silva, ex-assessor parlamentar; Osimar Vieira Nascimento, policial militar; Bruno Renato Gatinho Araújo; e Ronilson Xisto Jordão, preso em Itacoatiara.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para aprofundar a apuração sobre o alcance da organização criminosa e eventuais desdobramentos envolvendo agentes públicos. Os nomes citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.
Relacionado
Descubra mais sobre Blog do Amazonas
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


