No Brasil, um país tropical e muito ensolarado, a evolução da transição energética pela expansão das energias renováveis é uma oportunidade significativa para consumidores que buscam soluções mais sustentáveis e econômicas. O país está em uma posição privilegiada por oferecer uma matriz energética diversificada e amplamente renovável, que inclui fontes como hídrica, eólica, biomassa e solar.
A geração de energia solar distribuída no Brasil foi regulamentada em 2012, com a Resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que estabeleceu regras para que o consumidor brasileiro gere sua própria energia.
A expansão da energia solar no Brasil está diretamente ligada a modelos inovadores, como o acesso à energia por meio de cotas, que democratiza o consumo dessa fonte renovável. Essa iniciativa permite que empresas e consumidores sem espaço ou recursos para instalar painéis próprios possam se beneficiar da energia solar de forma prática e econômica.
O acesso à energia limpa conta com alguns incentivos fiscais e tarifários, tratados em leis específicas, como a Lei 14.300/22, e em projetos de incentivos estaduais, como a redução de encargos de ICMS na Geração Distribuída. A legislação delineia um cenário claro e de longo prazo para o desenvolvimento de projetos de energia distribuída, permitindo que os participantes do mercado façam planos e investimentos com maior confiança.
"Apesar dos benefícios, é muito importante ter a garantia de que a instalação dos sistemas de energia solar foi feita com equipamentos certificados e por profissionais qualificados", salienta Vininha F. Carvalho, economista, ambientalista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
De acordo com Raphael Brito, fundador e diretor-executivo da Solarprime, uma das maiores redes de energia solar do Brasil, empresas que adotam o uso de energia solar fotovoltaica podem reduzir em até 95% os gastos com eletricidade, dependendo do perfil de consumo e do modelo adotado. A economia é especialmente relevante para setores como indústria, comércio, logística, redes varejistas e serviços.
"O Brasil necessita de uma política competitiva e justa para o setor de energia solar. A infraestrutura de transmissão e distribuição de energia no Brasil representa um grande desafio. No Norte e no Nordeste, regiões com enorme potencial de geração de energia solar, há dificuldades para conectar essa energia aos principais centros consumidores", finaliza Vininha F. Carvalho.
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