Dados de pesquisa realizada pelo Centro de Profissionalização e Educação Técnica (CPET) revelam índices expressivos de empregabilidade e satisfação entre alunos e egressos de cursos técnicos. Os resultados refletem uma tendência mais ampla no Brasil, em que o ensino profissionalizante vem ganhando força como alternativa real de qualificação e inserção no mercado de trabalho.
A pesquisa, conduzida com alunos matriculados e egressos da instituição, mostra o impacto da formação técnica na vida profissional dos estudantes. Entre os que ainda estão cursando, 76% afirmam que o curso já contribui para sua preparação profissional, indicando que os benefícios da formação começam antes mesmo da conclusão do diploma.
O cenário acompanha uma tendência nacional. Segundo o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e pelo Ministério da Educação (MEC), a educação profissional e tecnológica registrou crescimento de 68,4% em cinco anos no Brasil, passando de 1.892.458 matrículas em 2021 para 3.187.976 alunos em 2025.Alta percepção de valor entre os estudantesA percepção de valor também é elevada: 94% dos alunos consideram a formação importante ou muito importante para seus objetivos profissionais, enquanto 92% acreditam que estarão preparados para atuar na área ao término do curso. O mesmo percentual recomendaria a formação técnica para quem deseja ingressar ou se requalificar no mercado.
Para recrutadores como Sara Marçal, da Papyrus – Assessoria Ambiental Estratégia, a formação técnica representa um indicativo de preparo prático e alinhamento com as demandas do setor produtivo. Essa percepção encontra respaldo no mercado. O Mapa do Trabalho Industrial 2025–2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), aponta que o Brasil precisará qualificar cerca de 14 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2027.Empregabilidade: sete em cada dez formados contratados em até um anoEntre os formados, sete em cada dez egressos conseguiram colocação na área de formação em até um ano após concluir o curso. No total, 77% dos formados conquistaram uma oportunidade na área ou já atuavam nela antes mesmo de terminar o curso.
O impacto financeiro também é relevante. Segundo estudo do SENAI, após concluir a formação técnica e assumir novas funções, o salário médio dos egressos pode aumentar cerca de 90%, passando de R$ 1.320 para aproximadamente R$ 2.508.Preparo para o mercado: egressos avaliam impacto na trajetória profissionalEm relação ao preparo para o mercado, 86% dos egressos afirmam que o curso os preparou para as exigências profissionais, enquanto 85% avaliam a formação como importante ou muito importante em sua trajetória. Para 77%, a conclusão do curso foi determinante para conquistas posteriores.
Esses resultados indicam que a formação técnica contribui diretamente para o desenvolvimento de competências práticas e para a inserção no mercado de trabalho.
Qualificação técnica: o diferencial que o mercado exigePara Sara Marçal, a qualificação técnica representa muito mais do que um certificado. Ela demonstra que o candidato domina fundamentos essenciais da função que irá exercer. Em áreas como segurança do trabalho, automação industrial, instalações elétricas, edificações, tecnologia da informação e logística, a formação adequada é fundamental para produtividade, segurança operacional e cumprimento de normas regulatórias.
O mercado brasileiro enfrenta um paradoxo: ao mesmo tempo em que milhões de pessoas buscam emprego, empresas relatam dificuldade para encontrar profissionais qualificados. Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), 23,1% dos empresários afirmam ter dificuldade para contratar trabalhadores com as competências técnicas necessárias.Educação profissional em ascensão no BrasilOs dados acompanham a valorização da educação profissional no país, que tem atraído pessoas em busca de formação mais rápida, prática e conectada às demandas das empresas.
Cursos técnicos costumam ter duração entre um e dois anos e são estruturados para desenvolver competências diretamente aplicáveis no mercado de trabalho.A qualificação como vantagem competitiva permanenteEm um mercado cada vez mais dinâmico, marcado pela automação e pela transformação tecnológica, a qualificação deixou de ser um diferencial pontual para se tornar uma condição permanente de empregabilidade.
"O profissional que não se atualiza tende a ficar cada vez mais defasado em relação à evolução das tecnologias, ferramentas e metodologias", afirma o diretor do CPET, Ricardo Marcatto. Afinal, a Inteligência Artificial já é ensinada nas escolas, preparando os futuros profissionais para o mercado de trabalho. Por isso, Marcatto reforça que "profissionais que investem continuamente em formação técnica tendem a ampliar suas oportunidades e manter relevância no mercado".
Portal de vagas conecta alunos e empresasPara quem busca oportunidades na área técnica, o CPET mantém um portal de vagas com milhares de posições abertas para profissionais de nível técnico. A iniciativa conecta profissionais e empresas parceiras, aproximando a formação do mercado de trabalho.
As vagas podem ser acessadas em vagas.cpet.com.br.
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