Divulgado nesta quarta-feira (1º) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança Empresarial (ICE) do FGV IBRE recuou 0,4 ponto em março, alcançando 91,9 pontos, em sua segunda queda consecutiva após cinco meses em alta — nos quais acumulou alta de 4,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICE registrou queda de 0,1 ponto, revertendo a tendência de alta observada no período recente.
O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas Sondagens Empresariais produzidas pela FGV IBRE: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em março, a confiança recuou no Índice de Confiança do Comércio (ICC), que passou a 84,6 pontos após perda de 2,7 pontos, e no Índice de Confiança de Serviços (ICS), que caiu 1,8 ponto, para 88,4 pontos. Nos dois casos, a queda foi predominantemente determinada pela piora das expectativas para os próximos meses. O Índice da Indústria (ICI) manteve-se relativamente estável ao avançar 0,1 ponto, para 96,8 pontos, enquanto o da Construção (ICC) registrou um avanço de 2,1 pontos, passando a 93,6 pontos.
O levantamento mostrou que houve avanço da confiança empresarial em 20 dos 49 segmentos integrantes do ICE no mês de março, disseminação inferior à observada em fevereiro. O destaque positivo foi o setor de Construção, no qual 73% dos segmentos registraram alta da confiança em março.
O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) avançou 0,3 ponto, para 93,3 pontos, interrompendo a estabilidade de fevereiro e sinalizando para uma discreta evolução da atividade no mês. Entre seus componentes, o indicador que mede o nível de demanda no momento presente avançou 1,6 ponto, para 95,4 pontos, enquanto o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios recuou 1,0 ponto, para 91,3 pontos.
Por sua vez, o Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) recuou 1,1 ponto, alcançando 90,5 pontos. O recuo reflete, sobretudo, a deterioração das expectativas para os próximos seis meses, indicando que as preocupações dos empresários se projetam para além do segundo trimestre. Enquanto isso, o componente que mede as perspectivas de evolução dos negócios nesse horizonte recuou 1,9 ponto, para 89,4 pontos, enquanto o indicador referente à demanda esperada para os três meses seguintes cedeu 0,3 ponto, para 91,8 pontos.
Na avaliação do pesquisador do FGV IBRE Aloisio Campelo Jr., apesar de ter sido parcialmente atenuada pela melhora na avaliação da situação corrente dos negócios, a piora das expectativas foi determinante para a queda da confiança empresarial em março. “O conflito no Oriente Médio, ao pressionar os preços do petróleo e a inflação doméstica, tem levado os empresários a adotar uma postura mais cautelosa em relação aos próximos meses”, acrescentou.
Confira aqui os resultados completos da sondagem.
Com informações do FGV IBRE.
Fonte: Brasil 61
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