Falhas de acessibilidade no T1 são alvo de inspeção do Ministério Público

A fiscalização foi conduzida pela 63ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb). Durante a inspeção, foram identificadas diversas irregularidades que podem dificultar o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.
Falhas de acessibilidade no T1 são alvo de inspeção do Ministério Público
Vistoria do MPAM revela elevadores parados e sinalização desgastada no Terminal 1. Fotos: Hirailton Gomes

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) realizou, nesta terça-feira (10), uma vistoria no Terminal de Ônibus 1 (T1) e na Estação de Transferência 1, em Manaus, para verificar se as estruturas do sistema de transporte coletivo estão adequadas às normas de acessibilidade previstas na Lei nº 10.098.

A fiscalização foi conduzida pela 63ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística (Prourb). Durante a inspeção, foram identificadas diversas irregularidades que podem dificultar o acesso de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Entre os problemas encontrados estão elevadores inativos, ausência de piso tátil em algumas áreas e restrição de acesso ao banheiro para pessoas com deficiência. A equipe também constatou cadeiras quebradas, plataformas de embarque desniveladas em relação às rampas e adesivos de sinalização desgastados.

A vistoria contou com o apoio técnico do engenheiro civil Henrique Mendes da Rocha Lopes, do Núcleo de Apoio Técnico do Ministério Público (NAT), responsável pela coleta de dados que servirão de base para a elaboração de um relatório técnico.

Segundo o promotor de Justiça Paulo Stélio Sabbá Guimarães, o documento será utilizado para a emissão de uma recomendação ao poder público municipal, apontando as falhas verificadas no sistema de transporte coletivo e solicitando a adoção de medidas corretivas.


“O objetivo do Ministério Público é tornar a vida das pessoas melhor, mais acessível e com menos obstáculos. A nossa função não é criar problemas, mas apontar falhas e buscar soluções. Vamos cobrar providências do poder público municipal”, afirmou o promotor.


A conselheira municipal do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPD), Fabiana Nascimento, que acompanhou a vistoria, destacou que a distância entre as plataformas e a entrada dos ônibus ainda representa um grande desafio para muitos usuários.

Ela relatou que a situação causa insegurança, principalmente para pessoas com deficiência e idosos. “Meu filho é autista. Quando ele vê uma distância muito grande entre a plataforma e o ônibus, ele se retrai e eu preciso conduzi-lo para que se sinta seguro”, relatou.

Fabiana reconheceu que houve avanços no sistema de transporte coletivo da capital, mas ressaltou que ainda há muito a ser feito para garantir acessibilidade plena aos usuários.

A Lei nº 10.098, conhecida como Lei de Acessibilidade, estabelece normas e critérios para promover a inclusão de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, garantindo autonomia, segurança e dignidade no acesso a espaços urbanos e serviços públicos.


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