O Ibovespa voltou a fechar o pregão em baixa de 1,45%, aos 182.732 pontos. O desempenho do índice foi influenciado pelo clima de aversão a risco de investidores do exterior devido às incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio e pelos temores de choques inflacionários com o resultado do IPCA-15 acima do esperado.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), tomado como a prévia da inflação, subiu 0,44% em março, puxada por Alimentação e Bebidas e Despesas Pessoais. O aumento veio além do esperado, que era de uma alta de 0,29% no mês. Além disso, o IPCA-15 teve alta acumulada de 3,90% em 12 meses, dentro da meta de 3% estipulada pelo Banco Central — com margem de erro de 1,5% para cima ou para baixo —, e mostrou desaceleração frente aos dados de fevereiro, que foram de alta mensal de 0,84% e 4,10% no acumulado em 12 meses.
Segundo analistas do setor, o IPCA-15 ainda não mostrou sinais de grande impacto pelo aumento de preços decorrente do conflito no Oriente Médio, o que deverá acontecer a partir do resultado de março do indicador, com a pressão nos preços de combustíveis, entre outros.
No exterior, o mercado seguiu monitorando os desdobramentos do conflito no Irã e aumentou o clima de aversão a risco após novas incertezas sobre a duração da guerra. Segue em crescente o desencontro de narrativas entre as autoridades iranianas e estadunidenses sobre a existência de negociações para um acordo entre os países. Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, reiteradamente afirma que o país persa está “desesperado por um acordo”, as autoridades do Irã voltam a negar a existência de uma negociação para um cessar-fogo.
O petróleo voltou a subir mais de 4,5%, com o barril do Brent sendo cotado, novamente, a mais de US$100. Os índices de Wall Street também reagiram ao dia de incertezas quanto à duração do conflito, fechando a sessão com perdas. O índice Nasdaq, em destaque negativo, caiu 10% em relação à máxima histórica e entrou em território de correção.
No Ibovespa, o destaque foram as petroleiras, que subiram em bloco com a valorização do petróleo. Além disso, a Petrobras repercutiu a descoberta de petróleo no campo de Marlim Sul, no pré-sal da Bacia de Campos, o que auxiliou na valorização dos papéis da empresa.
Maiores altas e quedas do Ibovespa
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
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Grupo Ser Educacional SA (SEER3): +15,16%
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Banco do Estado do Rio Grande do Sul SA 6 % Conv Pfd A (BRSR5): +14,24%
Ações em queda no Ibovespa
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GOL Linhas Aereas Inteligentes S.A. Pfd (GOLL54): -16,72%
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Equatorial Maranhao Distribuidora de Energia SA (EQMA3B): -15,16%
O volume total negociado na B3 foi de R$ 26.599.263.458, em meio a 3.256.414 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O que é o Ibovespa e como ele funciona?
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
O que é a B3, a bolsa de valores do Brasil?
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Fonte: Brasil 61
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