O julgamento dos executores dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips foi transferido para Manaus. A decisão foi tomada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região após pedido do Ministério Público Federal, que apontou a necessidade de garantir maior independência aos jurados e celeridade ao processo.
Com o deferimento do chamado desaforamento, o Tribunal do Júri deixa de ser realizado em Tabatinga e passa a ocorrer na capital amazonense. Os réus Amarildo da Costa Oliveira e Jefferson da Silva Lima são apontados como executores do crime que chocou o Brasil e a comunidade internacional em 2022.
Ao justificar o pedido, o MPF argumentou que a manutenção do julgamento em Tabatinga comprometia a duração razoável do processo. Segundo o procurador da República Guilherme Diego Rodrigues Leal, responsável pelo recurso acolhido pelo TRF1, a transferência busca garantir que o julgamento ocorra de forma mais rápida e segura.
Com a decisão, as ações penais relacionadas aos executores voltam a tramitar separadamente, o que deve permitir maior agilidade no andamento do processo. Ainda não há data definida para a realização do júri, mas o caso já está apto a entrar na fase de julgamento em Manaus.
Bruno Pereira e Dom Phillips foram assassinados a tiros em 5 de junho de 2022, no município de Atalaia do Norte, durante uma visita a comunidades próximas à Terra Indígena Vale do Javari. Desde o início, o Ministério Público Federal atua nas investigações e nos processos criminais para responsabilizar todos os envolvidos.
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