Em um momento em que o debate sobre a violência contra a mulher ganha cada vez mais espaço na sociedade, o UNINORTE – Centro Universitário do Norte dá um passo histórico ao criar o Espaço Seguro. A iniciativa, pioneira no Amazonas dentro de uma Instituição de Ensino Superior (IES), é voltada ao acolhimento e à orientação de vítimas de violência doméstica.
O projeto funciona no Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ) da unidade Centro. Sua missão é oferecer escuta qualificada, orientação jurídica gratuita e encaminhamento aos órgãos competentes, garantindo que mulheres em situação de vulnerabilidade encontrem apoio em um ambiente humanizado, seguro e de respeito.
A criação do Espaço Seguro representa um marco no compromisso social da Instituição com a defesa da dignidade feminina e o enfrentamento da violência de gênero, realidade enfrentada por milhares de mulheres no país. De acordo com o coordenador do curso de Direito da UNINORTE, Átila Callison, a iniciativa surge para ampliar o acesso à informação e à justiça para mulheres que, muitas vezes, não sabem como buscar ajuda.
“Este espaço foi pensado para acolher mulheres que precisam de orientação e apoio em um momento extremamente delicado. Aqui, elas encontrarão escuta, respeito e direcionamento jurídico adequado. Além de um serviço acadêmico, trata-se de um compromisso da UNINORTE com a proteção da vida, da dignidade e dos direitos das mulheres”, destaca.
Além de oferecer atendimento à comunidade, o projeto também fortalece a formação acadêmica dos estudantes de Direito. Eles passam a atuar, sob supervisão de professores e profissionais da área, em casos que exigem sensibilidade, responsabilidade social e conhecimento jurídico.
A proposta integra o projeto “Amazonizar o Direito: Órgãos do Feminicídio”. Essa iniciativa busca ampliar o debate sobre os mecanismos de enfrentamento à violência contra a mulher e fortalecer a rede de proteção no estado.
Com o Espaço Seguro, a UNINORTE reafirma seu papel como Instituição comprometida com a transformação social, utilizando o conhecimento acadêmico para promover cidadania, justiça e proteção à vida. A iniciativa também reforça a importância de ambientes institucionais que acolham e orientem mulheres, contribuindo para mais vítimas encontrarem caminhos seguros e romperem o ciclo da violência.
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