O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão do médico boliviano Humberto Fuertes Estrada, investigado pela morte de um bebê recém-nascido ao faltar o parto em um hospital de Eirunepé, interior do Amazonas, em novembro de 2025.
No recurso apresentado ao STJ, a defesa solicitava a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares. O relator do processo, ministro Joel Ilan Paciornik, considerou a prisão “adequadamente motivada”. Ele destacou a gravidade concreta do delito, o risco de fuga do médico e a possibilidade de influência sobre testemunhas.
Preso desde o final de novembro do ano passado, o profissional responde por omissão de socorro e homicídio qualificado, segundo apurações iniciais. A investigação segue em andamento na Comarca de Eirunepé.
Relembre o caso
O caso ocorreu em 22 de novembro de 2025. Uma gestante deu entrada no Hospital Regional de Eirunepé Vinícius Conrado por volta das 4h, em trabalho de parto. O médico Humberto Fuertes Estrada, que estava de sobreaviso, não atendeu às ligações da equipe hospitalar. A direção do hospital enviou uma ambulância até a residência dele, sem sucesso. A Prefeitura de Eirunepé também tentou contato, mas não obteve resposta.
O profissional só chegou ao hospital às 9h, cinco horas após o início do trabalho de parto. O bebê nasceu, mas aspirou fezes e restos de placenta. A criança morreu cerca de uma hora depois. Vídeos obtidos pela imprensa mostram o médico em um bar horas antes do ocorrido. O pai do bebê relatou que o médico “estava cheirando a cerveja” quando chegou.
Após a repercussão do caso, a direção do hospital afastou o médico. Ele deixou Eirunepé e foi localizado pela Polícia Federal (PF) em Manaus. Agentes o encontraram no dia 28 de novembro de 2025 enquanto usava um caixa eletrônico em um supermercado da Zona Norte. A prisão ocorreu em seguida, na residência onde ele morava, na Avenida Torquato Tapajós.
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