A Lei nº 14.071/2020 já alterou o Código de Trânsito Brasileiro, permitindo as transferências digitais de veículos em todo o país. Dessa forma, o principal limitador no momento não é a regulamentação, mas a integração. “O desafio atual é operacional e tecnológico: a interoperabilidade dos sistemas legados dos Detrans estaduais”, afirma Marcos.
O CEO, no entanto, explica que sua empresa trabalha para superar esses obstáculos. “O que buscamos na Transferência Segura é padronizar a experiência dos brasileiros: independentemente do nível de integração do sistema do estado, nossa plataforma orquestra a validação e a assinatura e permite a venda do carro, sem intermediários, por meio digital”, resume.
Dessa forma, qualquer pessoa que tenha um smartphone pode usar a Transferência Segura para vender seu carro de forma prática. A plataforma ainda conta com suporte, que pode ajudar aqueles que precisarem de instruções.
“Para garantir que ninguém trave no processo, a Transferência Segura possui um diferencial: parceria com despachantes em todo país, que monitora o fluxo e atua proativamente caso o cliente tenha dificuldade com a documentação”, explica Marcos. Essa atuação junto aos despachantes também permite que o aplicativo atue em estados que ainda estão caminhando para uma transferência 100% digital.
Como funciona
Diferentemente do modelo tradicional, que exige o preenchimento do CRV em papel, reconhecimento de firma e idas sucessivas a cartórios, bancos e Detrans, a transferência digital permite que o vendedor e o comprador assinem os documentos online. Para garantir a segurança, a identidade de ambos é validada por meio de análise de identidade com biometria facial e checagem de dados. Todo o processo pode ser realizado pelo celular, de forma integrada.
Outro diferencial é a chamada “Câmara de Liquidação” (escrow), mecanismo que resolve a principal dúvida das vendas diretas – o que deve ocorrer primeiro: o pagamento ou a transferência? Nesse modelo, o valor pago pelo comprador fica custodiado e só é liberado ao vendedor após a confirmação da transferência e da vistoria do veículo, eliminando fraudes como o falso pagamento ou problemas documentais ocultos.
De acordo com Marcos, a expansão da transferência digital deve representar uma mudança de paradigma na venda de automóveis. “A digitalização, somada à segurança da nossa Câmara de Liquidação, formaliza o mercado entre pessoas, reduz drasticamente o risco de fraudes e golpes e democratiza as vendas, ao permitir que débitos sejam parcelados e quitados no ato da venda”, ressalta o CEO, demonstrando como que o modelo deve trazer mais transparência, praticidade e aquecer o mercado.
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