Fim da taxa das blusinhas favorece produtos nacionais

Com imposto de importação zerado para compras de até US$ 50 e dólar em queda, a Dogama destaca estoque nacional, entrega sem etapa alfandegária e trocas simplificadas como diferenciais para fornecedores brasileiros.
Fim da taxa das blusinhas favorece produtos nacionais

A aproximação entre os preços de produtos nacionais e importados coloca em evidência outros critérios de escolha no comércio digital, como prazos de entrega, disponibilidade de estoque e facilidade nas trocas e devoluções. Para quem vende em plataformas internacionais, trabalhar com fornecedores que mantêm produtos no Brasil pode reduzir etapas no processo de entrega e tornar o atendimento ao consumidor mais previsível.

Esse cenário ganhou relevância nacional após mudanças na tributação das compras estrangeiras. Desde 12 de maio de 2026, o Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas certificadas no Programa Remessa Conforme está zerado. O ICMS, porém, continua sendo aplicado, com taxas de 17% a 20%, conforme o estado.

A medida foi acompanhada por um cenário cambial favorável aos produtos importados. Em oito de maio, o dólar encerrou o dia cotado a R$ 4,89, menor nível desde 2024, segundo a Agência Reuters. A combinação entre a mudança tributária e o câmbio reduziu a diferença de preço entre produtos nacionais e estrangeiros e deu força à discussão sobre quais fatores, além do preço, influenciam a decisão de compra.

Para Douglas H. Souza, CEO da Dogama, plataforma que conecta fornecedores e revendedores em um marketplace B2B voltado ao dropshipping nacional, o efeito imediato dessa aproximação de preços é o deslocamento da concorrência para o terreno operacional. "Com a diferença de preço menor, o fornecedor nacional precisa competir pela qualidade da operação. Ter estoque no Brasil, entregar rápido e resolver problemas com facilidade passa a valer mais", afirma o executivo.

Previsibilidade e critério de escolha

O ponto central, na análise de Souza, é a mercadoria já disponível em território brasileiro, o que elimina a etapa alfandegária do percurso e reduz a variação entre o prazo prometido e o prazo cumprido.

"O produto nacional oferece mais previsibilidade. A entrega leva dias, não depende da alfândega e trocas ou devoluções são mais simples", diz. O mesmo raciocínio se aplica ao pós-venda, etapa em que a distância física entre comprador e estoque define o custo e o tempo de uma substituição.

Ao mesmo tempo, os obstáculos à conversão seguem concentrados na etapa de entrega, e não na vitrine. Um levantamento sobre o consumidor digital, publicado em janeiro de 2026, aponta o frete caro como o principal motivo de desistência, citado por 57% dos entrevistados, seguido pelos prazos longos, mencionados por 35%.

Automação no fluxo do pedido

No dropshipping com fornecedores nacionais, o revendedor anuncia produtos em diferentes canais sem manter estoque próprio, e o fornecedor despacha o item assim que a venda se concretiza. A execução desse arranjo depende de integração entre canais, atualização de inventário e roteamento correto de cada pedido, tarefas que se multiplicam à medida que o volume cresce e que, feitas manualmente, tendem a gerar atrasos e divergências de estoque.

"A tecnologia reúne as vendas de todos os canais em um único fluxo. O pedido chega organizado ao fornecedor, o estoque é atualizado e o envio pode começar sem tarefas manuais", explica Matheus Lobo, CTO da Dogama. Esse encadeamento automatizado é o que permite manter o mesmo padrão de despacho, independentemente do canal utilizado pelo revendedor ou da quantidade de pedidos recebidos no dia.

Do lado de quem vende e de quem compra, o resultado aparece na redução de incertezas ao longo da jornada, avalia Pedro Pagan, líder de produto da companhia. "Quando estoque, pedido e fornecedor estão conectados, o revendedor consegue acompanhar a operação em um único lugar e agir mais rápido diante de qualquer problema. A entrega passa a fazer parte da estratégia de venda", informa. A recorrência de parceiros, segundo ele, funciona como indicador da consistência da operação.

A leitura da empresa é que o preço garante uma venda, enquanto uma entrega confiável garante a seguinte. Com a medida provisória ainda em tramitação e o desenho tributário sujeito a revisão pelo Congresso, os fatores citados pelos executivos permanecem sob controle de quem opera a cadeia, e não de uma alíquota.

Informações sobre o modelo de dropshipping nacional e sobre o marketplace B2B estão disponíveis no site da companhia.

Para mais informações, basta acessar: https://dogama.com.br/


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