As empresas têm investido na criação de cargos intermediários como estratégia para acelerar a formação de líderes. De acordo com dados da consultoria Robert Half, noticiados pela CNN Brasil, mais de 50% das organizações já adotaram essas funções para preparar a próxima geração de lideranças, fortalecer a sucessão e ampliar a capacidade de resposta em um ambiente de negócios mais dinâmico.
A presença feminina em cargos estratégicos também tem avançado no ambiente corporativo, com participação em conselhos e diretorias associada a resultados como inovação e desempenho financeiro. Uma análise publicada pela Forbes aponta o movimento como fator de impacto na cultura organizacional e na condução dos negócios.
Dayane Peixoto, empresária, mentora de líderes, palestrante e treinadora de alta performance, comenta sobre os desafios que enfrentou ao longo de sua trajetória. "Empreender já é desafiador; sendo mulher e mãe, torna tudo mais difícil. Houve momentos em que eu precisava ser forte na empresa e sensível em casa. Conciliar maternidade com crescimento dos negócios não é sobre equilíbrio perfeito, é sobre fazer escolhas todos os dias. E, muitas vezes, abrir mão".
A mentora de líderes conta que já duvidou de si mesma, precisou liderar equipes enquanto também lidava com as próprias inseguranças e também já se sentiu culpada por não estar inteiramente nem na família, nem na empresa. Segundo Dayane Peixoto, os desafios para conciliar a vida pessoal e empresarial moldaram sua visão sobre liderança.
"Hoje eu acredito em uma liderança mais humana, mas com responsabilidade. Uma liderança que entende que, por trás de cada colaborador, existe uma vida, mas que também deixa claro que resultado importa. Eu aprendi que liderar não é sobre controle, é sobre formar pessoas fortes o suficiente para sustentar o crescimento junto com você", declara a palestrante.
Para a treinadora de alta performance, os erros mais comuns cometidos por líderes são a falta de postura de liderança, de clareza na delegação de responsabilidades e de acompanhamento das equipes. "O principal erro é confundir ser ‘gente boa’ com ser líder. Muitos evitam cobrança e conflito. Outro erro é a falta de clareza, com falas motivacionais sem direcionamento. Também é frequente o líder ausente, que passa a meta ao time e, depois, some", conta Dayane Peixoto.
Seu método busca ajudar a corrigir estes erros por meio dos pilares de desenvolvimento de equipes: Clareza de Meta, Direcionamento, Cultura Forte, Treinamento Constante e Responsabilidade Individual.
Segundo Day Peixoto, quando não há clareza sobre o que deve ser feito, a entrega não ocorre, o que exige do líder acompanhamento contínuo da equipe, em vez de apenas cobrar resultados. Ela afirma que é necessário definir o que é aceitável e o que não é, além de investir em treinamento, pois uma equipe qualificada depende desse processo. Ressalta ainda que as metas devem ser assumidas individualmente, e não apenas como responsabilidade da empresa.
O desenvolvimento da liderança aparece como principal prioridade da gestão de pessoas pelo quinto ano consecutivo, segundo a 8ª edição do relatório Tendências em Gestão de Pessoas, da Great Place to Work Brasil. O estudo também destaca a evolução da cultura organizacional e do engajamento das equipes entre os focos de 2026.
A empresária ressalta que a expansão de negócios sem alinhamento com a cultura organizacional torna o crescimento mais frágil e que, mesmo sem estar presente em todas as unidades, o proprietário precisa garantir a presença dessa cultura.
"Três pontos são essenciais: processos bem definidos, formação de líderes e cultura clara e repetida. Não dá para crescer no improviso. A marca perde padrão se não formar líderes, e as pessoas precisam ouvir, viver e praticar esse padrão todos os dias", alerta.
Curso de gestão
Dayane Peixoto explica que, ao perceber o despreparo de líderes, decidiu criar o LÍDER 7, uma imersão prática voltada para gestores de todas as áreas. Com o propósito de oferecer conhecimento objetivo, a metodologia utiliza dinâmicas que exemplificam situações reais do cotidiano dos empresários, baseando-se em sua própria experiência de acertos e erros no mercado.
"Eu paguei caro por isso, em pessoas, em processos e em resultados. Então reuni tudo o que funcionava na prática, que apliquei nas minhas empresas — com equipe real, meta real, pressão real — e criei um método direto e aplicável", explica.
Dayane Peixoto é fundadora do Grupo Odontologia Peixoto, rede com múltiplas clínicas odontológicas, além de outras empresas nas áreas de recrutamento, treinamento, marketing, brindes e saúde integrada. A treinadora de alta performance construiu um ecossistema empresarial que atualmente conta com 21 CNPJs. Com essa estrutura, ela se consolidou como uma das referências nacionais em cultura organizacional, formação de líderes, gestão de pessoas e expansão de negócios na área da saúde.
Para saber mais, basta acessar: dayanepeixoto.com.br/
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