A energia solar manteve trajetória de crescimento no Brasil em 2025, com a adição de 10,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada, somando grandes usinas e sistemas de geração distribuída em telhados e terrenos. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o avanço do setor movimentou mais de R$ 32,9 bilhões em investimentos e contribuiu para a criação de cerca de 319,8 mil empregos verdes no país.
Com 64 GW de potência operacional acumulada, a fonte solar já representa 24,5% da matriz elétrica brasileira, consolidando-se como a segunda maior fonte de geração de energia do Brasil. O avanço da energia solar no Brasil também aumenta a procura por serviços de manutenção especializada e reparo de inversores fotovoltaicos.
Responsáveis pela conversão da energia gerada pelos painéis solares em eletricidade compatível com a rede elétrica, esses equipamentos são centrais para o funcionamento de instalações residenciais, comerciais e usinas de pequeno e médio porte.
Esses serviços de operação e manutenção passaram a ter maior importância na continuidade dos sistemas. Nesse contexto, o reparo de placas eletrônicas e a troca de componentes internos surgem como alternativa à substituição completa dos equipamentos após o fim da garantia de fábrica.
Segundo Bruno Bueno, fundador e diretor executivo da Ozora Soluções, empresa especializada em manutenção de inversores, a substituição completa de um inversor deve ser considerada apenas em situações específicas. "Como regra de mercado, se o custo do reparo for de 20% a 40% do valor de um inversor novo, o conserto é altamente vantajoso", afirma.
Entre os modelos utilizados no mercado brasileiro estão os inversores híbridos voltados a sistemas com gerenciamento de baterias. "A Deye tornou-se uma das principais referências no Brasil devido a uma estratégia agressiva de posicionamento. Foi um dos pioneiros em popularizar os inversores híbridos com suporte otimizado para baterias a preços competitivos", comenta Bruno Bueno.
Entre os problemas técnicos mais recorrentes estão falhas provocadas por surtos elétricos, superaquecimento em locais com pouca ventilação, desgaste de componentes de potência e oscilações na rede elétrica.
"O ecossistema elétrico do Brasil possui particularidades que desafiam a eletrônica dos inversores. Em sistemas residenciais e usinas de pequeno e médio porte, as falhas mais recorrentes envolvem surtos na rede elétrica, falhas de isolamento e esgotamento de capacitores", explica Bruno Bueno.
Segundo o executivo, componentes como relés, Mosfets, IGBTs e capacitores estão entre os itens mais suscetíveis ao desgaste em ambientes de alta temperatura. Também podem ocorrer falhas relacionadas à perda de conexão Wi-Fi e às portas de comunicação RS485/CAN.
Para aumentar a precisão dos diagnósticos, o laboratório especializado da Ozora utiliza equipamentos voltados à análise e validação do desempenho dos inversores. Entre as tecnologias empregadas estão osciloscópios digitais, câmeras termográficas, estações de retrabalho eletrônico e simuladores de arranjo solar para testes em bancada.
"Reparar um inversor solar exige ferramentas de nível industrial e laboratorial de alta precisão. Não se trata de uma simples soldadura, mas sim de microeletrônica de potência", afirma o representante.
Além da redução de custos, a manutenção também pode contribuir para diminuir o tempo de parada dos sistemas fotovoltaicos. Segundo Bruno Bueno, laboratórios nacionais conseguem reduzir o período de inatividade em comparação aos processos de substituição completa ou importação de novos equipamentos.
O avanço do reparo eletrônico também acompanha debates sobre economia circular no setor de energia solar. A recuperação de equipamentos e a substituição pontual de componentes contribuem para ampliar a vida útil dos inversores e reduzir o descarte de resíduos eletrônicos.
"O mercado migrará da manutenção puramente corretiva para a manutenção preditiva e proativa. Reparar um inversor passará a ser visto não apenas como uma decisão financeira inteligente, mas também como uma medida para reduzir o lixo eletrônico no setor de energia limpa", reitera o fundador e diretor executivo da Ozora Soluções.
As perspectivas para a energia solar no Brasil seguem positivas para os próximos anos. De acordo com projeções da consultoria Mordor Intelligence, a capacidade instalada de geração solar no país deve saltar de 67,1 GW em 2025 para cerca de 140,2 GW até 2031, o que representa uma taxa média de crescimento anual superior a 13%. O avanço será impulsionado pela redução dos custos dos equipamentos, incentivos regulatórios, expansão dos contratos corporativos de compra de energia e pelo crescimento da geração distribuída.
Para saber mais, basta acessar: ozorasolucoes.com
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