A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma das alterações urológicas mais frequentes na população masculina. De acordo com informações publicadas no Portal da Urologia, metade dos homens com mais de 50 anos apresenta essa condição, percentual que pode chegar a cerca de 80% entre indivíduos aos 90 anos de idade.
O Dr. Pedro Gabrich, médico urologista, explica que a HPB é caracterizada pelo aumento benigno, ou seja, não canceroso, da próstata. Segundo ele, esse crescimento ocorre devido à multiplicação excessiva das células da glândula e é considerado uma consequência natural do processo de envelhecimento.
Entre os principais sintomas que podem indicar o aumento da próstata, o especialista destaca o aumento da frequência urinária, a diminuição da força do jato urinário, a necessidade de levantar várias vezes durante a noite para urinar, a urgência urinária e, em alguns casos, a perda involuntária de urina, conhecida como incontinência urinária. Segundo o profissional, é recomendável que os homens realizem uma avaliação inicial com um urologista a partir dos 40 ou 45 anos de idade.
Avanços tornam cirurgias menos invasivas
Sobre as opções de tratamento clínico, o Dr. Pedro Gabrich afirma que não houve avanços significativos nos últimos anos. Em contrapartida, segundo o especialista, o tratamento cirúrgico passou por uma evolução expressiva na última década.
"Com técnicas mais modernas e menos invasivas, as cirurgias atualmente apresentam uma recuperação mais rápida, um menor tempo de internação hospitalar, com baixo índice de complicações e com pouca ou nenhuma sequela sexual para o homem", detalha.
De acordo com o médico, técnicas a laser, como HoLEP e MiLEP, apresentam vantagens em relação aos procedimentos tradicionais, como a RTU (ressecção transuretral, conhecida popularmente como raspagem da próstata). Entre os principais benefícios estão a recuperação mais rápida, a redução do tempo de internação e a menor permanência da sonda uretral.
"Além disso, o risco de a próstata voltar a crescer após a cirurgia é significativamente menor, cerca de 10 a 20 vezes inferior, assim como a ocorrência de complicações pós-operatórias", acrescenta.
Já técnicas mais recentes, como Rezum e Urolift, têm se destacado por serem procedimentos rápidos, realizados sem necessidade de internação hospitalar e com baixos índices de complicações. Outra vantagem é a preservação da função sexual e da ejaculação. O urologista informa que as cirurgias para hiperplasia prostática benigna não comprometem a função sexual masculina.
"A ereção permanece normal. No entanto, procedimentos como HoLEP e MiLEP podem provocar alterações na ejaculação, enquanto essas mudanças são muito raras em técnicas como Rezum e Urolift", observa.
Escolha da técnica deve ser individualizada
Na avaliação do Dr. Pedro Gabrich, atualmente existem diversas técnicas cirúrgicas modernas e seguras para o tratamento da HPB. Ele ressalta a importância de uma avaliação médica criteriosa para definir tanto o momento adequado para a cirurgia quanto a técnica mais indicada para cada paciente.
"Apesar de toda evolução das técnicas, elas não são adequadas para todos os perfis de pacientes, portanto entender as necessidades e desejos do paciente são fundamentais para a escolha da cirurgia certa e o sucesso no tratamento", conclui o urologista.
Para mais informações, basta acessar: https://drpedrogabrich.com/
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