Pavesi liga transformação digital ao preparo das equipes

Especialista em gestão comercial, CRM e automação empresarial explica por que treinamento e liderança determinam o resultado de projetos que envolvem novas tecnologias, e defende o diagnóstico de processos como ponto de partida antes da escolha de qualquer sistema
Pavesi liga transformação digital ao preparo das equipes

Empresas ampliaram os investimentos em softwares de gestão, sistemas de CRM e ferramentas de inteligência artificial (IA), mas boa parte desses projetos não alcança o retorno planejado. Cerca de 90% das iniciativas de transformação digital não atingem os objetivos definidos, segundo levantamento atribuído à consultoria McKinsey.

Para Matheus Pavesi, profissional com atuação em gestão comercial, CRM e automação empresarial, a causa costuma estar menos na tecnologia e mais na ausência de processos claros e no despreparo das equipes que vão operá-la.

A avaliação encontra respaldo em pesquisas recentes. Um estudo com executivos que analisou milhares de líderes concluiu que cerca de 70% das transformações corporativas fracassam porque os gestores subestimam o esforço necessário para que as equipes mudem hábitos de trabalho. O quadro se repete quando a adoção de uma nova plataforma ocorre sem diagnóstico prévio e sem que os profissionais compreendam a finalidade da mudança.

"Uma empresa pode investir em uma excelente plataforma e ainda assim não alcançar o resultado esperado. Se a equipe não compreender por que o sistema foi adotado, como deve utilizá-lo e quais indicadores precisa acompanhar, a tecnologia tende a ser subutilizada", afirma Pavesi.

Ao longo da carreira, o profissional participou da implementação de processos de CRM, vendas, atendimento e automação em mais de 100 empresas, segundo relato próprio. Ele também informa ter apoiado o onboarding, o desenvolvimento e a mentoria de mais de 200 profissionais licenciados, dentro de uma rede que, de acordo com o especialista, certificou mais de 500 pessoas no Brasil e em Portugal.

Essa vivência, diz ele, demonstrou que o desempenho de uma ferramenta depende da capacidade das equipes de entender o processo, assumir responsabilidades e utilizar de maneira correta as informações disponíveis.

Diagnóstico antes da ferramenta

Para o especialista, a implementação bem conduzida começa por um diagnóstico operacional. "Antes de instalar qualquer sistema, é necessário compreender como os clientes chegam à empresa, de que forma as oportunidades são distribuídas, em que momento ocorrem falhas de acompanhamento e quais tarefas repetitivas podem ser automatizadas. Somente depois desse mapeamento a organização define um roteiro de implementação, com responsáveis, etapas, tecnologias, indicadores de desempenho e metas mensuráveis", considera.

A fase seguinte envolve a configuração e a integração das ferramentas ao fluxo real de trabalho, de modo que CRM, automações de mensagens e recursos de IA apoiem a operação existente e corrijam gargalos já mapeados. É nesse ponto que o treinamento assume função estratégica, uma vez que gestores e funcionários precisam saber registrar informações, acompanhar oportunidades, responder aos clientes e interpretar os indicadores gerados pelo sistema.

Treinamento e liderança no centro

De acordo com Pavesi, o desafio é ainda mais sensível em pequenas e médias empresas, que nem sempre dispõem de áreas internas especializadas em tecnologia e dados. Nessas organizações, uma mesma pessoa costuma acumular tarefas comerciais, administrativas e de atendimento, o que exige sistemas simples, objetivos e compatíveis com a rotina da equipe. O treinamento, nesse cenário, também contribui para diminuir a resistência à mudança, pois profissionais que entendem o propósito da tecnologia tendem a incorporá-la de forma mais consistente.

"A liderança vai além da distribuição de tarefas. Ela envolve traduzir objetivos estratégicos em ações executáveis, acompanhar a adaptação da equipe e assegurar que os processos definidos sejam cumpridos. O verdadeiro indicador de sucesso, em sua leitura, não é a instalação de um sistema, mas o uso consistente da ferramenta e os resultados obtidos após a implementação", avalia.

A abordagem foi desenvolvida ao longo de uma trajetória iniciada em vendas consultivas, que passou por publicidade e gestão de contas e chegou à gestão comercial, ao Customer Success, ao CRM e à IA. Em vez de começar pela ferramenta, o especialista menciona orientar o trabalho pelas necessidades do negócio e pelas dificuldades das pessoas envolvidas na operação. "Transformação digital não é um projeto exclusivamente técnico. É também um processo humano e organizacional", conclui Pavesi.

Para mais informações, basta acessar: https://pavesiservicesusa.com/pt/index.html


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