Um estudo realizado pelo departamento de cardiologia da Rede D’Or mostrou que o perfil de idade de casos de infarto agudo do miocárdio (IAM) no estado de São Paulo é o mais jovem, atingindo a faixa etária média de 58 anos, média mais baixa entre os estados analisados. Esse e outros dados serão apresentados no Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026, que ocorre de 6 a 8 de agosto, no Rio de Janeiro.
Realizado entre janeiro de 2025 e março de 2026, a análise avaliou 4.921 pacientes atendidos com suspeita de infarto ao todo. Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro representaram 60% dos atendidos: 1.482 e 1.466, respectivamente. Fizeram parte do levantamento também unidades da Rede D’Or dos estados da Bahia, Brasília, Minas Gerais e Pernambuco.
Do total, 2.727 foram diagnosticados com angina instável e 2.194 com IAM, sendo 1.455 sem supra ST (quando ocorre obstrução parcial de uma artéria coronária) e 739 com supra ST (quando uma artéria coronária está totalmente obstruída). Dos pacientes que sofreram infarto, as unidades do Rio de Janeiro foram as que somaram mais casos confirmados, sendo 764, seguidas das unidades de São Paulo com 572 casos. A média de idade em São Paulo foi de 58 anos, enquanto no Rio de Janeiro foi de 62.
Principais causas identificadas: estresse crônico se destaca
“O perfil mais jovem de casos de infarto agudo do miocárdio em pacientes que residem em São Paulo pode ser multifatorial”, esclarece a cardiologista do Hospital Vila Nova Star e gerente médica da Cardiologia D’Or, Dra. Mariana Mancilha. Segundo a especialista, estresse psicossocial está entre os principais fatores independentes, associados ao infarto, ao lado de tabagismo, hipertensão, diabetes e dislipidemia: “O estresse crônico é reconhecido como um importante fator de risco cardiovascular, promovendo alterações neuro-hormonais, metabólicas e inflamatórias que aceleram o desenvolvimento da aterosclerose.”
O estudo, realizado em 59 unidades da rede em seis estados, apontou ainda que nos demais estados, o perfil de idade entre os casos de infarto é maior: Bahia com média de idade de 69 anos; Brasília de 67 anos; Minas Gerais de 67,5 anos; e Pernambuco de 70 anos.
Como se prevenir e cuidar do coração
“A boa notícia é que grande parte desses fatores pode ser modificada. Cuidar da saúde, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes, evitar o tabagismo e procurar atendimento diante de sintomas suspeitos são medidas capazes de prevenir a doença cardiovascular”, reforça a gerente médica.
Os dados serão apresentados no Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026, que será realizado entre os dias 6 e 8 de agosto, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. Com o tema “Cardiologia além do coração: da evidência à decisão clínica”, o evento reunirá especialistas brasileiros e internacionais que discutirão as principais evidências científicas e os desafios que estão redefinindo a prática cardiovascular.
As inscrições estão abertas para médicos, residentes, acadêmicos de Medicina e de outras áreas da saúde, além de profissionais da assistência, da Rede D’Or e de outras instituições. Link para inscrição: https://congressocardiologiador.com/site/cardiologiador2026/informacoes-de-inscricao
Entre os temas principais do evento estão inteligência artificial aplicada à medicina, cardiometabolismo e obesidade, saúde cardiovascular da mulher, genética cardiovascular, cardio-oncologia, cirurgia cardíaca robótica, doenças raras, suplementação, emergências cardiovasculares, transplantes, e as principais atualizações em doença coronariana, insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão, valvopatias e cardiologia intervencionista. A programação completa está disponível no site: https://congressocardiologiador.com/evento/cardiologiador2026/programacao/lista
Excelência e agilidade para salvar vidas
As unidades da Rede D’Or, maior empresa de saúde da América Latina, com 76 hospitais próprios e 3 sob gestão, em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, se destacaram pela agilidade no atendimento a pacientes com suspeita de infarto. O tempo porta-ECG, intervalo entre a chegada ao pronto-socorro com dor torácica e a realização do eletrocardiograma (ECG, que avalia a atividade elétrica e o ritmo do coração) primeiro exame recomendado nesses casos, foi de apenas 5 minutos em média. O resultado corresponde à metade do limite de até 10 minutos estabelecido pelas diretrizes da American Heart Association (AHA).
Do total de atendidos (4.921), a taxa de mortalidade ficou em 2,4%, compatível com registros internacionais, conforme publicação da própria AHA. Entre a idade dos pacientes que evoluíram a óbito, a média de idade foi superior, ocorrendo em pacientes aproximadamente 10 anos acima dos sobreviventes, reforçando que o risco se concentra em pacientes com idade mais avançada entre os atendidos.
Os dados reforçam a excelência da gestão da Cardiologia da Rede D’Or, que segue um modelo baseado no cuidado integrado ao paciente cardiológico de alta complexidade, focado em qualidade, tratamento humanizado e individualizado, com protocolos alinhados aos parâmetros internacionais.
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