A Justiça Federal condenou quatro pessoas envolvidas em um esquema de tráfico de drogas que utilizava o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para transportar entorpecentes para outros estados.
Entre os condenados está um agente da Polícia Federal, que recebeu pena de 26 anos e 7 meses de prisão, em regime inicial fechado, além de 2.456 dias-multa. Ele também perderá o cargo público.
A sentença ocorreu após denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). Os envolvidos foram presos em março de 2025 durante a Operação GateKeeper, deflagrada pela Polícia Federal para combater o tráfico interestadual de drogas.
Agente facilitava entrada de drogas no aeroporto
Segundo as investigações, o agente federal utilizava seu acesso às áreas restritas do aeroporto para introduzir mochilas contendo drogas na área de embarque doméstico.
O policial também teria acessado indevidamente sistemas internos da Polícia Federal para consultar informações sobre investigações e repassar dados sigilosos ao grupo criminoso.
A função dele, conforme a denúncia, era facilitar a entrada dos entorpecentes no aeroporto e fornecer informações que ajudassem os envolvidos a evitar a fiscalização.
Como funcionava o esquema
O grupo contava ainda com um intermediário e dois transportadores, conhecidos como “mulas”.
De acordo com a investigação, os intermediários entravam no aeroporto carregando mochilas vazias. Depois de passarem pela inspeção, recebiam mochilas contendo drogas, que seriam transportadas para outros estados.
O agente federal seria responsável por colocar essas mochilas na área de embarque, aproveitando o acesso privilegiado que possuía por causa da função.
Além dos crimes relacionados ao tráfico, o policial também foi condenado por lavagem de capitais. Segundo a investigação, valores provenientes das atividades criminosas teriam sido convertidos em bens registrados em nome do cônjuge para ocultar a origem do dinheiro.
Ele também foi condenado por violação de sigilo funcional e utilização indevida de acesso restrito.
Outros três envolvidos também foram condenados
O intermediário apontado como responsável pela logística e pelo transporte das drogas recebeu pena de 16 anos, 9 meses e 7 dias de prisão, em regime inicial fechado, além de 2.056 dias-multa.
Já os dois transportadores foram condenados a 4 anos e 9 meses de prisão cada.
A ação penal tramita sob o número 1004955-21.2025.4.01.3200.
Relacionado
Descubra mais sobre Blog do Amazonas
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.


