O Conselho Regional de Odontologia do Amazonas (CRO-AM) suspendeu cautelarmente, nesta quinta-feira (20), uma técnica em saúde bucal de 29 anos suspeita de atuar ilegalmente como cirurgiã-dentista em um consultório na Zona Leste de Manaus.
A mulher foi presa em flagrante na terça-feira (18), junto com um homem de 31 anos, durante uma ação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM). Os dois são investigados por suspeita de exercício ilegal da profissão e estelionato.
Segundo o CRO-AM, a suspensão ocorreu após denúncias e a identificação de indícios de que a profissional estaria realizando atividades de forma autônoma que ultrapassariam os limites permitidos para sua habilitação como técnica em saúde bucal.
O conselho informou que a medida tem caráter preventivo e foi fundamentada na Resolução CFO-SEC nº 237/2021. A suspensão cautelar não representa uma declaração de culpa, e a mulher permanece na condição de suspeita até a conclusão das investigações.
“O CRO-AM reafirma seu compromisso com a fiscalização do exercício profissional, a segurança dos pacientes e a proteção da sociedade”, informou o conselho.
Suspeitos foram presos durante atendimento
A denúncia que resultou na ação policial teria partido do próprio CRO-AM. Fiscais comunicaram o caso ao 9º Distrito Integrado de Polícia (DIP), que iniciou as diligências.
Os policiais foram até um consultório localizado no bairro Zumbi dos Palmares, onde, segundo a investigação, a dupla realizava atendimentos.
No local, os agentes teriam encontrado a mulher realizando um procedimento odontológico em um paciente. A identidade do paciente não foi divulgada.
Ainda conforme a Polícia Civil, a suspeita teria afirmado que era cirurgiã-dentista e que havia concluído a formação em 2020. A informação, porém, teria sido contestada pelo CRO-AM.
A Polícia Civil também informou que a mulher já havia sido presa anteriormente por suspeita de exercício ilegal da profissão.
O homem que trabalhava no consultório também foi preso. Segundo a investigação, ele atuava como protético, mas não possuía formação para exercer a atividade.
Materiais utilizados nos atendimentos foram apreendidos e encaminhados para análise.
A dupla foi conduzida à delegacia e deverá responder pelos procedimentos relacionados às suspeitas de estelionato e exercício ilegal da profissão. As investigações continuam.
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