Sou Manaus 2026 terá dez dias de programação e R$ 10 milhões a menos em recursos públicos

Uma das principais mudanças anunciadas pelo prefeito Renato Junior é a redução dos recursos públicos destinados à estrutura do evento. Inicialmente, a previsão era de R$ 25 milhões, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA). Agora, serão utilizados R$ 15 milhões, uma economia de R$ 10 milhões.

A Prefeitura de Manaus anunciou nesta segunda-feira (24) as novidades do #SouManaus Passo a Paço 2026, que terá programação ampliada de quatro para dez dias e maior participação de artistas locais.

O festival será realizado de 4 a 13 de setembro, no Centro Histórico da capital, com o conceito “Origens, Águas e Manaus”.

Uma das principais mudanças anunciadas pelo prefeito Renato Junior é a redução dos recursos públicos destinados à estrutura do evento. Inicialmente, a previsão era de R$ 25 milhões, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA). Agora, serão utilizados R$ 15 milhões, uma economia de R$ 10 milhões.

Segundo o prefeito, os recursos economizados serão destinados à assistência de famílias afetadas pela estiagem. Já os cachês dos artistas nacionais serão pagos por patrocinadores.

“Nem um centavo de recurso do município fosse pago para cachê de artistas nacionais”, afirmou Renato Junior.

Mais espaço para artistas locais

A edição de 2026 também terá uma participação maior de artistas amazonenses. Ao todo, o festival deverá reunir mais de 150 músicos, entre atrações nacionais e locais, além de aproximadamente 3 mil trabalhadores da cultura envolvidos na realização.

Entre os nomes nacionais estão IZA, Dennis DJ, Filipe Ret, Léo Santana, Ana Castela, Gloria Groove, Ferrugem, Gustavo Mioto, Natanzinho Lima, MC Hariel, Duquesa, Dead Fish, Yago Oproprio e Padre João Carlos.

A programação local contará com artistas e grupos como Victor Xamã, Tucumanus, Rafa Militão, Ases do Pagode, Rebecca Grana, Natália Lima, Jehnny Moda, Lucilene Castro, Cabocrioulo e outros nomes da produção cultural amazonense.

Além da música, o festival terá teatro, dança, artes visuais, exposições e outras manifestações culturais.

Novos espaços entram na programação

Com a ampliação para dez dias, o festival também ocupará novos equipamentos culturais do Centro Histórico.

Entre eles estão a Biblioteca Municipal João Paulo II, o Teatro Gebes Medeiros, o Museu da Cidade de Manaus (Muma) e o Centro Cultural Óscar Ramos.

Segundo a ManausCult, a proposta é ampliar a ocupação cultural da região e aproximar o público de diferentes segmentos da produção artística amazonense.

“Origens, Águas e Manaus”

O conceito da edição de 2026 será dividido em três grandes eixos.

“Origens” representa as raízes indígenas, identidades e diferentes povos que contribuíram para a formação de Manaus. “Águas” destaca a relação da cidade com os rios, barcos e elementos da cultura amazônica. Já “Manaus” representa a diversidade cultural e as diferentes realidades da capital.

Pulseira será vinculada à doação de alimento

O acesso ao festival será feito por meio de pulseiras distribuídas pela organização. Para retirar o ingresso, o público deverá realizar a doação de 1 quilo de alimento.

Os produtos arrecadados serão destinados às famílias afetadas pela estiagem por meio da operação “Seca”.

A organização também informou que os espaços de apresentação terão pontos de hidratação e estruturas de acessibilidade.

Operação de trânsito

Uma operação especial de trânsito será montada para o festival. Cerca de 150 agentes deverão atuar nas interdições e no ordenamento das vias no entorno do Centro Histórico.

As primeiras interdições estão previstas para começar em 3 de setembro, um dia antes do início oficial da programação.

A Prefeitura estima que mais de 500 mil pessoas passem pelo festival durante os dez dias, movimentando setores como cultura, comércio, serviços e turismo em Manaus.


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